A EcoCeres está contratando um(a) Gerente de Sustentabilidade em Hong Kong para acompanhar e interpretar as regulamentações, os sistemas de certificação e as regras de emissões ao longo do ciclo de vida aplicáveis a combustíveis renováveis, SAF e HVO. Você será responsável por garantir a conformidade da empresa em temas de rastreabilidade e alegações sobre os produtos, orientar as equipes comerciais em consultas de clientes, licitações e processos de due diligence, além de representar a empresa junto a órgãos reguladores, formuladores de políticas públicas e entidades certificadoras.
O trabalho está na interseção entre políticas públicas e geração de receita. A EcoCeres produz combustíveis a partir de matérias-primas 100% provenientes de resíduos; por isso, as credenciais de sustentabilidade são parte essencial do produto, não uma função secundária. A certificação e a contabilização das emissões ao longo do ciclo de vida precisam ser feitas corretamente para que os clientes possam declarar reduções de emissões e para que a empresa mantenha acesso ao mercado.
A vaga é ideal para alguém com vários anos de experiência no setor de combustíveis renováveis, em regulamentação ambiental ou certificação, capaz de ler um texto normativo e explicar o que ele significa para a equipe de vendas, além de se sentir à vontade para traduzir regras complexas em linguagem simples.
Perguntas frequentes da vaga
Quais são as principais atribuições e responsabilidades desta função?
A principal missão é garantir que a EcoCeres esteja em conformidade com as normas de sustentabilidade que regem os combustíveis renováveis. Isso significa acompanhar regulamentações, políticas e requisitos de certificação para SAF, HVO e matérias-primas residuais, transformando-os em exigências práticas que a empresa possa cumprir. A função presta suporte à conformidade em temas como certificação, rastreabilidade, emissões ao longo do ciclo de vida e alegações sobre os produtos — informações nas quais os clientes se baseiam ao comprar esses combustíveis.
Além da conformidade, a posição tem caráter consultivo. A pessoa gerente avalia mudanças regulatórias, aponta riscos e oportunidades para as partes interessadas internas e coordena as áreas Jurídica, Compliance, Relações Governamentais, Operações, Matérias-primas e Cadeia de Suprimentos para garantir uma atuação integrada. Uma parte significativa do trabalho é feita junto às equipes comerciais: apoiar consultas de clientes, licitações, processos de diligência prévia e desenvolvimento de mercado, traduzindo regras complexas em propostas de valor claras.
Externamente, a função se relaciona com autoridades governamentais, formuladores de políticas públicas, associações do setor e organismos de certificação, contribuindo para a defesa de políticas, consultas públicas e documentos de posicionamento. Internamente, promove treinamentos e compartilha atualizações para que as outras equipes entendam o que as normas exigem. O objetivo de longo prazo é preservar a credibilidade da EcoCeres nos mercados em que seus combustíveis são vendidos.
Principais oportunidades de aprendizado nesta função
A função oferece contato aprofundado com o aparato regulatório dos combustíveis renováveis. A pessoa contratada poderá desenvolver conhecimentos especializados sobre sistemas de certificação de sustentabilidade, sistemas de cadeia de custódia e rastreabilidade e contabilização das emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida — competências raras no mercado de trabalho da transição energética. A atuação específica com SAF e HVO aproxima o profissional de um dos segmentos de crescimento mais acelerado do setor.
A interlocução com agentes públicos é outro importante eixo de aprendizado. Contribuir com consultas públicas, documentos de posicionamento e ações de advocacy junto a associações do setor e autoridades governamentais permite entender como a regulamentação é efetivamente construída, e não apenas como deve ser interpretada. Essa experiência é bastante transferível para funções de políticas públicas, assuntos regulatórios e relações governamentais.
Internamente, a natureza multifuncional do trabalho desenvolve a visão de negócios. Dar suporte a licitações, processos de due diligence e consultas de clientes ensina como os requisitos de sustentabilidade se traduzem em preços, acesso ao mercado e confiança dos clientes, ampliando o perfil profissional para além da conformidade técnica.
Como é o perfil ideal para essa vaga em termos de experiência e competências?
A vaga exige pelo menos sete anos de experiência relevante, o que indica a busca por alguém que já tenha atuado com sustentabilidade, combustíveis renováveis, energia, regulação ambiental, políticas públicas, certificação ou compras responsáveis. Espera-se formação superior em ciências ambientais, sustentabilidade, engenharia, química, energia, políticas públicas, direito, economia ou administração, embora a área de formação seja menos importante do que o domínio regulatório desenvolvido ao longo desses anos.
Os candidatos mais fortes terão experiência comprovada na interpretação de normas de sustentabilidade e na conversão dessas exigências em requisitos práticos para os negócios. Experiência com certificação, sistemas de rastreabilidade, contabilização de emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida ou due diligence da cadeia de suprimentos é desejável e pode diferenciar o candidato. A experiência com autoridades governamentais, órgãos reguladores, associações do setor ou entidades certificadoras é explicitamente valorizada; por isso, uma trajetória ligada a políticas públicas é um diferencial.
Entre as competências interpessoais, a função exige comunicação oral e escrita clara, facilidade para trabalhar com diferentes áreas sem autoridade formal e bom discernimento para identificar quando uma mudança regulatória precisa ser escalada. Saber explicar regras complexas em linguagem simples para colegas da área comercial provavelmente é a competência mais útil no dia a dia.
Como se destacar e ter sucesso no processo seletivo
Direcione a candidatura ao núcleo regulatório e de certificação da função, em vez de falar de sustentabilidade de forma genérica. O anúncio dá destaque à interpretação de normas, certificação, rastreabilidade, emissões ao longo do ciclo de vida e alegações sobre produtos. Por isso, exemplos concretos desse tipo de trabalho tornam a candidatura mais convincente do que declarações amplas sobre ESG. Sempre que possível, quantifique os resultados: quais sistemas, mercados, auditorias e desfechos estiveram envolvidos.
Como a função lida tanto com órgãos reguladores quanto com clientes, a carta de apresentação deve demonstrar a capacidade de traduzir exigências — algo essencial para o trabalho. Um exemplo breve de como você transformou um requisito complexo em uma decisão prática de negócio, de preferência com impacto em uma licitação, entrada em um mercado ou posicionamento de conformidade, responde diretamente ao que a EcoCeres procura. Mencione também qualquer experiência direta com autoridades governamentais, entidades certificadoras ou associações do setor, já que esses pontos são citados explicitamente.
Na preparação para a entrevista, esteja pronto para falar sobre como acompanha mudanças regulatórias, lida com contestações a alegações sobre produtos e trabalha com equipes comerciais sob pressão de tempo. Conhecer as regras aplicáveis a SAF, HVO e matérias-primas residuais será útil. Também vale demonstrar que entende como a certificação sustenta o valor comercial dos combustíveis renováveis, que são o foco da empresa.
Em quais aspectos da sustentabilidade da empresa essa função deve se concentrar?
O foco principal é a estrutura regulatória e de certificação dos combustíveis renováveis. Isso inclui normas de sustentabilidade para SAF e HVO, cadeia de custódia e rastreabilidade de matérias-primas residuais, contabilização das emissões de gases de efeito estufa ao longo do ciclo de vida e as alegações sobre os produtos, que dependem da comprovação dos três aspectos. Para uma empresa cujo produto é vendido com base em suas credenciais de redução de emissões, esses sistemas são essenciais para viabilizar sua comercialização.
A governança e o relacionamento com as partes interessadas também são fundamentais. A função dá suporte a auditorias e processos de certificação, coordena controles com as áreas Jurídica e de Compliance e mantém contato com autoridades governamentais, associações do setor e entidades certificadoras. O trabalho, portanto, fica na interseção entre conformidade ambiental, políticas públicas e acesso ao mercado, e não se limita a relatórios internos.
Temas sociais e outros aspectos mais amplos de ESG têm menos centralidade do que os pilares ambiental e de governança, embora compromissos com diversidade e exigências regulatórias continuem influenciando a forma como a empresa se posiciona. Em resumo, o foco em sustentabilidade é orientado pela conformidade e conectado aos resultados comerciais.
Quais são os principais desafios que alguém nessa função pode enfrentar?
O desafio mais evidente é a instabilidade regulatória. As regras para combustíveis renováveis, os sistemas de certificação e as metodologias de contabilização do ciclo de vida mudam à medida que as políticas evoluem. A função precisa manter a empresa atualizada sem reagir em excesso a cada proposta ainda em discussão. As regras para matérias-primas residuais, em especial, estão sujeitas a escrutínio; por isso, a rastreabilidade e as alegações precisam resistir a questionamentos externos.
Outro desafio é traduzir as exigências. A função faz a ponte entre a regulação técnica e a realidade comercial, e o difícil é tornar requisitos complexos úteis para equipes de vendas, operações e clientes externos que precisam de respostas claras e rápidas. Uma tradução equivocada pode atrasar uma negociação ou expor a empresa a riscos de conformidade, deixando pouca margem para erros.
Por fim, a necessidade de coordenação é significativa. As decisões de sustentabilidade na EcoCeres envolvem as áreas Jurídica, de Compliance, Relações Governamentais, Operações, Matérias-Primas, Cadeia de Suprimentos e Vendas. Alinhar todas elas em torno de um único posicionamento exige persistência. O candidato deve estar preparado para influenciar, sem autoridade direta, muitas das pessoas cuja colaboração é essencial para a função.
Como pode ser um dia típico de trabalho nessa função?
O dia provavelmente começa com uma análise das novidades regulatórias e de políticas públicas: novos atos delegados, atualizações de certificação ou prazos de consultas que afetem os combustíveis renováveis e as regras para matérias-primas residuais. Em seguida, o trabalho se volta para dentro da empresa, traduzindo essas novidades em informes breves para as áreas Jurídica, de Compliance, Operações ou Comercial, que precisam agir com base nelas.
As reuniões podem variar bastante. Em uma hora, pode haver uma conversa com uma entidade certificadora sobre requisitos de rastreabilidade; na seguinte, uma reunião com a equipe de Vendas sobre uma licitação de cliente que depende de dados de emissões ao longo do ciclo de vida. Também pode ser necessário preparar auditorias internas, revisar documentos ou redigir um documento de posicionamento com a área de Relações Governamentais. Perto de uma consulta regulatória ou auditoria, os dias tendem a exigir mais redação e coordenação; nos períodos mais tranquilos, há espaço para analisar com mais profundidade as mudanças regulatórias previstas e seu impacto nos negócios.
Como a função envolve tantas áreas, o trabalho não consiste tanto em cuidar de um único processo, mas em ser a pessoa a quem os demais recorrem quando uma questão de sustentabilidade ameaça impedir uma negociação ou uma decisão de conformidade.
Quais são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional nessa função?
A função está em uma área que está se expandindo, não encolhendo. Com o endurecimento das normas para combustíveis renováveis em diferentes mercados, empresas como a EcoCeres precisam de profissionais capazes de gerir o relacionamento regulatório e de certificação. Essa demanda tende a abrir espaço para a evolução da função para uma posição mais sênior em assuntos regulatórios ou liderança em sustentabilidade. Um gerente que demonstre ser capaz de proteger o acesso ao mercado pode assumir responsabilidades regionais ou por linhas de produtos mais amplas.
A experiência com diferentes áreas também abre possibilidades de movimentação lateral. A proximidade com as equipes Jurídica, de Compliance, Relações Governamentais, Vendas e Cadeia de Suprimentos amplia a visão do negócio, e um profissional de alto desempenho pode migrar para políticas públicas, compliance, sustentabilidade comercial ou cadeia de suprimentos. O aprofundamento em certificação e contabilização do ciclo de vida é uma competência especializada aplicável a diferentes áreas da transição energética.
Projetos de grande visibilidade são outra via de crescimento. Consultas regulatórias, auditorias de certificação e oportunidades de desenvolvimento de mercado colocam o profissional em contato com partes interessadas externas e com os principais tomadores de decisão internos — contextos em que se constroem reputações e se conquistam responsabilidades maiores.
Principais partes interessadas com quem você pode interagir
Internamente, as relações de trabalho mais próximas provavelmente serão com as áreas Jurídica, de Compliance e Relações Governamentais, já que a função depende delas para interpretar obrigações e definir posicionamentos. Vendas e Desenvolvimento de Negócios também são áreas centrais: o profissional dá suporte a licitações, consultas de clientes e processos de due diligence, em interações práticas, voltadas às negociações, e não apenas consultivas. Operações, Matérias-Primas e Cadeia de Suprimentos são importantes porque a rastreabilidade e a certificação dependem do que acontece, na prática, ao longo da cadeia de suprimentos.
Externamente, a função se relaciona com autoridades governamentais, órgãos reguladores, associações do setor e entidades certificadoras. Essas relações têm grande peso: as entidades certificadoras avaliam se as alegações da empresa são comprováveis, enquanto os formuladores de políticas definem as regras que ela precisa seguir. As associações do setor permitem atuar em iniciativas coletivas de advocacy e acompanhar antecipadamente a direção das mudanças regulatórias.
Há ainda um grupo indireto de partes interessadas: os clientes, que dependem da documentação de sustentabilidade produzida com o apoio dessa função. Gerenciar todas essas relações exige equilibrar cautela regulatória e agilidade comercial — uma tensão presente no dia a dia do cargo.
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