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Analista de Sustentabilidade Sênior

C&A Brasil • Brasil • Added on Oct 6, 2026
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Essa função é responsável por conduzir no dia a dia a estruturação dos relatórios e controles de sustentabilidade da C&A Brasil: transformar dados ESG em evidências robustas para auditoria, alinhar a empresa às normas IFRS S1 e S2 e manter o plano de descarbonização no caminho certo.

Para uma varejista de moda de capital aberto e com uma rede complexa de fornecedores, esse trabalho é o que diferencia a sustentabilidade como discurso da sustentabilidade comprovada. Você ajudará uma instituição brasileira presente no cotidiano das pessoas a garantir que suas afirmações climáticas e sociais possam ser rastreadas por quem a financia, audita e consome seus produtos.

A função é ideal para quem domina as principais estruturas de sustentabilidade, tem familiaridade com Excel e PowerPoint, trabalha bem com equipes de Contabilidade, Jurídico e Riscos e quer que o rigor de seus relatórios tenha impacto concreto.

Perguntas frequentes da vaga

Quais são as principais atribuições e responsabilidades da função?

A principal missão é garantir que as informações de sustentabilidade da C&A Brasil sejam tão confiáveis quanto as financeiras. Isso significa liderar e apoiar a implementação das normas IFRS S1 e S2, estruturar os dados e as evidências que as embasam e assegurar que as divulgações ESG da empresa sejam consistentes, rastreáveis e estejam prontas para auditoria. Grande parte do trabalho consiste em traduzir requisitos técnicos das áreas de Contabilidade, Jurídico e Riscos em ações que a equipe de Sustentabilidade possa executar. Além dos relatórios, a função é responsável pelo plano de descarbonização. Você acompanhará as emissões, ajudará a manter o inventário de gases de efeito estufa, monitorará prazos e entregas e identificará oportunidades de integrar iniciativas climáticas a outros projetos, em vez de conduzi-las em paralelo. A análise de riscos climáticos — físicos e de transição — também faz parte do escopo e subsidia cenários e estratégias de mitigação. A comunicação também tem papel de destaque. Preparar apresentações e relatórios estratégicos para a alta liderança, apoiar treinamentos internos sobre ESG e temas climáticos e representar a C&A em fóruns e grupos de trabalho do setor são atividades que fazem parte da função. Portanto, o trabalho combina rigor técnico, coordenação entre áreas e comunicação eficaz com quem toma decisões.

Principais oportunidades de aprendizado nesta função

Poucas funções no varejo brasileiro oferecem tanta exposição à vanguarda dos relatórios de sustentabilidade. Trabalhar diretamente com as normas IFRS S1 e S2 — ainda novidade para a maioria das companhias abertas — permitirá desenvolver competências realmente raras. Combiná-las com experiência em GRI, SASB, TCFD, CDP e relato integrado resultará em um perfil excepcionalmente completo no mercado. Você também aprofundará seus conhecimentos sobre riscos climáticos, físicos e de transição, e sobre gestão de inventários de GEE — temas cada vez mais importantes na avaliação de varejistas por investidores e agências de classificação. Como a função trabalha em estreita conexão com as áreas de Contabilidade, Jurídico e Riscos, você aprenderá como incorporar ESG aos controles corporativos de fato, em vez de acrescentá-lo apenas no fim do processo. A dimensão da comunicação oferece mais uma oportunidade de desenvolvimento. Elaborar materiais para a alta liderança e para fóruns externos aprimora a capacidade de traduzir conteúdos técnicos complexos para públicos não especializados — uma habilidade que costuma impulsionar carreiras em sustentabilidade mais do que qualquer certificação em uma única norma.

Como é o perfil ideal para a função (experiência e competências)?

A pessoa ideal provavelmente tem graduação concluída em Administração, Engenharia, Gestão Ambiental, Comunicação ou área correlata. Uma pós-graduação em sustentabilidade é considerada um diferencial. Mais importante, porém, é ter experiência comprovada na área de sustentabilidade, de preferência em uma empresa de grande porte ou companhia aberta, onde ciclos de relatório, auditorias e controles internos façam parte da rotina. Do ponto de vista técnico, é essencial conhecer índices, certificações e padrões de sustentabilidade — são citados explicitamente GRI, SASB, TCFD, CDP e relato integrado — e ter experiência com inventários de GEE. Dominar Excel e PowerPoint é mais importante do que pode parecer, pois boa parte do trabalho envolve estruturar dados e preparar materiais para a alta liderança. Também se espera familiaridade com sistemas e ferramentas digitais, além de inglês, requisito que indica interfaces internacionais na função. No aspecto comportamental, a C&A procura uma pessoa proativa e organizada, atenta aos detalhes e com ótima comunicação. Como a função exige coordenação com as equipes de Contabilidade, Jurídico e Riscos, a capacidade de conquistar a confiança de colegas que não são especialistas em sustentabilidade provavelmente será tão decisiva quanto qualquer qualificação técnica.

Dicas para se destacar e ter sucesso na candidatura

As candidaturas mais eficazes abordarão diretamente as normas IFRS S1 e S2, que são o foco central da vaga. Se você participou de algum projeto de preparação, análise de lacunas ou mapeamento de divulgações relacionado a essas normas, destaque essa experiência. O mesmo vale para atividades de preparação para auditorias, controles ESG ou rastreabilidade de evidências — esses termos demonstram que você entende o que a função realmente envolve. Considerando o porte da C&A e o fato de ser uma companhia aberta, demonstrar que você compreende a diferença entre um relatório de sustentabilidade e um ambiente de controles de sustentabilidade ajudará a se destacar. Um exemplo concreto de como integrou dados ESG a um processo financeiro ou de gestão de riscos, ou coordenou prazos entre departamentos, terá mais impacto do que uma declaração genérica de compromisso com a sustentabilidade. A função também exige inglês e comunicação frequente com a alta liderança; por isso, vale demonstrar que você sabe escrever e apresentar com clareza, além de analisar. Antes da entrevista, é recomendável ler o relatório de sustentabilidade mais recente da C&A Brasil e refletir sobre como as divulgações se alinham às normas IFRS S1 e S2. Chegar com essa perspectiva demonstra preparo específico para a função, e não apenas um interesse genérico em ESG.

Em quais aspectos da sustentabilidade da empresa a função provavelmente se concentrará?

A função tem foco em relatórios e governança, não em iniciativas relacionadas a produtos ou lojas. A prioridade é alinhar as divulgações ESG da C&A Brasil às normas IFRS S1 e S2, o que envolve divulgar informações financeiras relacionadas ao clima, riscos e oportunidades ligados à sustentabilidade, além das métricas e metas correspondentes. A gestão de riscos climáticos também está relacionada a esse trabalho — tanto os riscos físicos que afetam uma rede nacional de lojas e a cadeia de suprimentos quanto os riscos de transição associados à regulamentação e às expectativas do mercado. A descarbonização é o segundo pilar da função. Acompanhar as emissões da empresa, manter o inventário de gases de efeito estufa e coordenar o plano de descarbonização colocará essa pessoa no centro da mensuração e gestão da pegada climática da C&A Brasil. No caso de uma varejista de moda, a maior parte dessa pegada está na cadeia de suprimentos; por isso, o trabalho também se conecta às áreas de compras e ao relacionamento com fornecedores, ainda que não sejam seu foco principal. A dimensão social aparece de forma mais indireta. A C&A há muito apresenta o fornecimento responsável, a transparência e o respeito às pessoas como pilares de sua identidade, e o mandato da função de fortalecer a governança e as evidências dá sustentação prática a esses compromissos públicos. No dia a dia, porém, a ênfase recai sobre meio ambiente e governança, enquanto os temas sociais são tratados no âmbito mais amplo de ESG.

Quais são os principais desafios que alguém nesta função pode enfrentar?

O maior desafio dessa função provavelmente será a própria integração. Em uma varejista do porte da C&A, os dados de sustentabilidade raramente ficam concentrados em um só lugar: vêm da cadeia de suprimentos, da logística, das lojas, das instalações e da área financeira. Deixá-los prontos para atender às normas IFRS S1 e S2 exige criar uma estrutura que talvez ainda não exista. A coordenação com as áreas de Contabilidade, Jurídico e Riscos acrescenta complexidade, pois cada uma tem seus próprios ciclos, prioridades e vocabulário, e ESG nem sempre está entre suas principais preocupações. Outro desafio é administrar um calendário intenso de entregas. A função dá suporte simultaneamente aos ciclos de divulgação, às auditorias, ao plano de descarbonização e à comunicação com a liderança, e os prazos de cada frente costumam se acumular. Manter o ritmo em todas elas sem perder a precisão dos detalhes é um verdadeiro teste de organização. O inventário de gases de efeito estufa, em particular, exige uma metodologia cuidadosa e consistente ano após ano. Há também a questão da autoridade. Como analista sênior que dá suporte à agenda, em vez de liderá-la, pode ser necessário influenciar equipes que não estão sob sua gestão direta e convencê-las a priorizar os requisitos de ESG junto com suas próprias demandas. Isso exige credibilidade e paciência e, muitas vezes, é o que diferencia um ciclo de divulgação tranquilo de um ciclo difícil.

Como seria um dia típico para alguém nessa função?

Um dia típico provavelmente combinaria análise de dados, reuniões e produção de textos. As manhãs poderiam ser dedicadas à consolidação de dados ESG no Excel, à solicitação de evidências a diferentes áreas para um relatório próximo ou à verificação de que determinada informação atende aos requisitos das normas IFRS S1 e S2. Também haveria conversas frequentes com colegas de Contabilidade, Jurídico ou Riscos para alinhar definições, prazos e controles, já que a precisão da divulgação final depende, em grande parte, desses esclarecimentos pontuais. Parte da semana seria dedicada ao plano de descarbonização: acompanhar marcos, atualizar o inventário de gases de efeito estufa e sinalizar ações em atraso. A comunicação também faz parte do trabalho: preparar ou aperfeiçoar apresentações em PowerPoint para a liderança ou elaborar textos que transformem dados técnicos em mensagens claras. Durante o período de divulgação, a rotina passa a se concentrar mais em revisões, apoio às auditorias e documentação. O ritmo varia bastante ao longo do ano. Os períodos de auditoria e preparação de relatórios são intensos e orientados por prazos, enquanto os intervalos mais tranquilos permitem estruturar dados, aprimorar controles e participar de fóruns do setor ou de treinamentos internos.

Quais são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional nessa função?

A função está inserida em uma área de sustentabilidade em expansão, por isso uma evolução natural pode levar à coordenação ou gestão de relatórios e controles ESG, possivelmente com uma equipe sob sua liderança à medida que aumentam as obrigações de divulgação da empresa. A experiência com auditorias, riscos climáticos e descarbonização oferece uma base ampla para se especializar em qualquer uma dessas frentes. A visibilidade do trabalho é uma vantagem por si só. Preparar materiais para a alta liderança e representar a C&A em grupos de trabalho do setor coloca você em contato com tomadores de decisão, o que muitas vezes abre portas para oportunidades que nem chegam a ser anunciadas formalmente. Em especial, ter êxito no primeiro ciclo de implementação das normas IFRS S1 e S2 costuma se tornar um diferencial que acompanha profissionais ao longo da carreira. Como a função envolve Contabilidade, Riscos, Jurídico e Comunicação, ela também abre caminhos para outras áreas, como gestão de riscos, relações com investidores ou governança corporativa — possibilidades pouco comuns em funções puramente ambientais. Em uma empresa de capital aberto, essa amplitude é muito valiosa.

Principais partes interessadas com quem você poderá interagir

As relações de trabalho mais próximas serão com a própria equipe de Sustentabilidade, mas a função prevê explicitamente a colaboração com as áreas de Contabilidade, Jurídico e Riscos. São esses colegas que ajudam a garantir que as informações ESG sejam submetidas ao mesmo nível de escrutínio que os dados financeiros. Grande parte da coordenação consiste em alinhar cronogramas, acordar definições e reunir evidências para auditoria. Internamente, a alta liderança é um público fundamental. Como a pessoa analista prepara apresentações e relatórios estratégicos, seu trabalho será lido por pessoas para quem a clareza é tão importante quanto a precisão. Outras áreas internas — como cadeia de suprimentos, operações e lojas — provavelmente fornecerão dados sobre emissões, abastecimento e outros indicadores, ainda que o contato não seja diário. Externamente, há as equipes de auditoria e asseguração, cuja participação se torna central durante os ciclos de divulgação, além de entidades do setor, em fóruns e grupos de trabalho sobre sustentabilidade na moda. Dependendo da estrutura do plano de descarbonização, também poderá haver contato com consultorias ou parceiros técnicos que apoiam a mensuração de emissões.

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