Esta função é responsável pelo programa global de descarbonização de fornecedores da Takeda — o roteiro plurianual, a governança do programa e as reduções de emissões efetivamente verificadas, obtidas por meio do trabalho com os fornecedores, e não apenas de pesquisas. No dia a dia, isso significa definir segmentos de fornecedores e estratégias por categoria e, em seguida, direcionar metas climáticas, energia renovável, dados de pegada de carbono de produtos e roteiros de transição para essas relações com fornecedores.
Isso é importante porque, em uma empresa farmacêutica do porte da Takeda, a maior parte da pegada climática está a montante, na cadeia de suprimentos, e não nas próprias fábricas. Quem ocupa essa posição transforma a ambição climática para a cadeia de valor em números confiáveis de Escopo 3 e em ações concretas dos fornecedores — contribuindo diretamente para a resiliência do fornecimento de medicamentos aos pacientes.
A função é ideal para alguém com mais de uma década de experiência em grandes operações de procurement ou programas climáticos, capaz de articular uma estrutura matricial entre sustentabilidade, equipes de categoria e EHSS, e à vontade para liderar dois gerentes sem perder contato com os dados de emissões.
Perguntas frequentes da vaga
Quais são as principais atribuições e responsabilidades dessa função?
Esta posição será responsável por conduzir de ponta a ponta a agenda de descarbonização de fornecedores da Takeda na área de Compras, transformando as metas climáticas da empresa para a cadeia de valor em um programa priorizado, financiado e governado. Na prática, isso significa definir a segmentação dos fornecedores, os planos de ação por categoria, os planos anuais de execução e as medidas de redução que a empresa realmente adotará, além de garantir que os dois gerentes de Descarbonização de Fornecedores e Compras Sustentáveis os executem. A função envolve tanto governança e priorização quanto ciência climática.
No que diz respeito ao engajamento, a liderança patrocina iniciativas específicas com fornecedores prioritários: define ou valida suas metas climáticas, promove a transparência das emissões, apoia o uso de energia renovável e a coleta de dados sobre a pegada de carbono dos produtos, além de aprovar roteiros de transição climática dos fornecedores. Também supervisiona estrategicamente parcerias como SBTi, CDP Supply Chain e Energize, além de iniciativas setoriais, representando a Takeda em colaborações como a PSCI.
Uma terceira frente é a integridade dos dados e dos relatórios: garantir que as metodologias, as linhas de base, as regras de alocação e as declarações relativas ao Escopo 3 sejam confiáveis, estejam alinhadas com as equipes de Sustentabilidade Corporativa e Analytics e sejam comunicadas de forma concisa à alta liderança. Por fim, a função incorpora requisitos climáticos às estratégias por categoria, ao sourcing, aos contratos e à gestão do relacionamento com fornecedores, em estreita coordenação com a liderança de Circularidade e Compras Sustentáveis, responsável pelos padrões de compras sustentáveis.
Principais oportunidades de aprendizado nesta função
Poucas funções em sustentabilidade corporativa oferecem esse nível de exposição à contabilização de emissões de Escopo 3 em escala farmacêutica. A pessoa contratada aprofundará seus conhecimentos sobre os limites definidos pelo GHG Protocol, metodologias de pegada de carbono de produtos, regras de alocação e as vantagens e limitações de dados primários e secundários. É provável que trabalhe em conjunto com especialistas de Sustentabilidade do Grupo e de análise de dados, responsáveis por definir os padrões internos.
Como a função lidera programas como SBTi, CDP Supply Chain, Energize e PCF, há muito a aprender sobre como essas estruturas se articulam na prática: o que os auditores aceitam, como as metas são validadas e em que pontos as alegações ficam vulneráveis. O contato direto com fornecedores também desenvolve competências específicas de comunicação sobre clima e diálogo executivo com emissores estratégicos, transformando o carbono de uma obrigação abstrata em uma conversa comercial.
Liderar duas pessoas gestoras também proporciona uma oportunidade estruturada de desenvolver competências de liderança: definição de objetivos, gestão de desempenho e desenvolvimento de capacidades em uma estrutura matricial. A longo prazo, por estar na interseção entre compras, finanças e sustentabilidade, a função pode abrir caminho para posições mais amplas em transformação da cadeia de valor ou em áreas próximas à liderança de sustentabilidade.
Qual é o perfil ideal para a vaga (experiência e competências)?
O anúncio deixa claro que se busca uma pessoa experiente: mais de 12 anos de atuação em sustentabilidade, compras, cadeia de suprimentos ou programas climáticos, graduação em área relevante e, de preferência, mestrado. O requisito técnico indispensável é amplo domínio de Escopo 3 — contabilização, engajamento de fornecedores, estruturas de metas, qualidade de dados de emissões e alavancas de descarbonização —, pois a função define os critérios metodológicos e de comprovação.
Além do conhecimento técnico, a Takeda parece buscar alguém que já tenha liderado programas globais de transformação com fornecedores ou equipes multifuncionais e influenciado lideranças seniores em uma estrutura matricial, sem depender de autoridade direta. É desejável ter experiência nos setores farmacêutico, de ciências da vida, químico ou em outra indústria complexa e regulada, assim como conhecer CDP, SBTi, GHG Protocol, metodologias de PCF, programas de energia renovável e consórcios do setor.
Quanto às competências comportamentais, o perfil indica uma pessoa com visão estratégica do negócio, capaz de priorizar um portfólio; uma referência confiável para orientar duas pessoas gestoras; e uma comunicadora persuasiva, à vontade em interações com executivos. Também é importante ter visão comercial: saber relacionar a redução de carbono ao valor para o fornecedor, aos custos e à criticidade para o negócio, além de persistir em uma transformação de longo prazo, como destaca o próprio anúncio.
Como se destacar e fazer uma candidatura bem-sucedida
Por se tratar de uma função de diretoria na área climática, em um setor altamente regulado, as candidaturas mais fortes vão destacar resultados comprovados de redução de emissões de Escopo 3, e não apenas o conhecimento de normas e metodologias. Quantifique: quantos fornecedores foram engajados, quais reduções de emissões foram verificadas e quais metodologias você sustentou em auditorias ou processos de asseguração. Um relato conciso de um programa, da estratégia à negociação com fornecedores e aos resultados reportados, terá mais impacto do que uma lista de responsabilidades.
A Takeda orienta essa função pelo princípio PTRB — Patient, Trust, Reputation, Business, nessa ordem — e relaciona a descarbonização de fornecedores à resiliência do abastecimento de produtos para pacientes. Refletir essa lógica na carta de apresentação, mesmo brevemente, demonstra alinhamento genuíno, em vez de entusiasmo genérico. Mencionar experiências concretas com validação pela SBTi, CDP Supply Chain, Energize ou iniciativas de PCF também conecta diretamente seu perfil aos programas sob responsabilidade da função.
Na preparação para as entrevistas, antecipe perguntas sobre como priorizar diante de limitações, lidar com fornecedores que resistem a divulgar informações e atuar em estruturas matriciais com recursos compartilhados, influenciando sem liderar diretamente as equipes responsáveis pelas categorias. Mostrar que você entende a divisão entre esta função e a liderança de Circularidade e Compras Sustentáveis — resultados climáticos de um lado, materiais e design circular do outro — demonstrará que você analisou a estrutura com atenção.
Em quais aspectos da sustentabilidade da empresa esta função deve se concentrar?
O foco principal é claramente as emissões de Escopo 3 dos fornecedores: definir metas climáticas para fornecedores, ampliar a transparência sobre emissões e transformar dados em reduções verificadas. Compras é a principal alavanca, o que faz desta uma função de clima na cadeia de valor, e não de relatórios corporativos, embora haja forte interface com relatórios e metodologias por meio da área de Sustentabilidade do Grupo.
Energia renovável e dados de pegada de carbono de produtos também têm destaque, com a supervisão de programas como Energize e PCF, além da mensuração e redução de emissões de Escopo 3 relacionadas a embalagens. Já a seleção de materiais e o design circular ficam sob responsabilidade da liderança de Circularidade. A função também supervisiona estrategicamente parcerias como SBTi, CDP Supply Chain e iniciativas setoriais, além de representar a empresa em colaborações como a PSCI.
A abordagem mais ampla da Takeda à sustentabilidade relaciona esse trabalho ao acesso à saúde e à resiliência do abastecimento de produtos para pacientes, conectando deliberadamente a agenda ambiental ao impacto social. Natureza, água, química verde e gestão da EcoVadis são atribuídas à liderança adjacente de Circularidade e Compras Sustentáveis, o que indica que se espera que esta função mantenha o foco no clima, sem se dispersar por todos os temas de ESG.
Quais são os principais desafios que alguém nesta função pode enfrentar?
O maior desafio provavelmente será conciliar ambição e capacidade de controle: a Takeda não é proprietária de seus fornecedores, mas esta função responde pelos resultados relacionados às emissões deles. O avanço depende de persuasão, poder de negociação contratual e equipes responsáveis pelas categorias, que também têm prioridades comerciais próprias. Por isso, influenciar sem ter autoridade direta será parte da rotina em uma estrutura matricial com recursos compartilhados.
A integridade dos dados é outro ponto crítico. Os números de Escopo 3 costumam ser estimados, sujeitos a divergências metodológicas e vulneráveis a questionamentos. A liderança precisa defender critérios confiáveis para linhas de base, regras de alocação e alegações, ao mesmo tempo que demonstra a evolução à alta liderança. Em um setor regulado, alavancas de descarbonização de longo prazo — como emissões de processos, logística de baixo carbono e escolha de materiais — raramente avançam no ritmo anual dos relatórios, o que pode gerar tensão diante da expectativa de resultados visíveis.
Liderar pessoas acrescenta outra camada: manter a responsabilidade hierárquica por duas pessoas gestoras e, ao mesmo tempo, coordenar capacidade e sequência de prioridades com a liderança de Circularidade e Compras Sustentáveis exige clareza sobre direitos de decisão e comunicação constante. A ênfase do próprio anúncio em persistência e adaptabilidade sugere que ter resiliência diante de uma transformação lenta é parte essencial do trabalho.
Como pode ser um dia típico para alguém nesta posição?
Um dia típico provavelmente se dividiria entre alinhamentos internos e atividades com fornecedores. A manhã poderia começar com uma conversa com as duas pessoas gestoras sobre planos de entrega, capacidade e fornecedores prioritários, seguida de uma sessão de trabalho com a equipe de gestão de categorias ou de EHSS para definir como incorporar requisitos climáticos a uma decisão de compra ou a um contrato. Entre reuniões, haveria a análise de dados de emissões de fornecedores, metodologias de PCF ou requisitos de painéis com colegas de análise de dados.
O engajamento de fornecedores tende a ocorrer em intervalos, mas pode ser intenso: preparação ou condução de conversas executivas com um emissor estratégico, análise de um roteiro de transição que abranja energia, emissões de processos ou logística de baixo carbono e avaliação de que as evidências atendem aos padrões da Takeda. A governança dos programas dá ritmo à agenda, com reuniões ou atualizações ligadas à SBTi, ao CDP Supply Chain, ao Energize ou a colaborações setoriais como a PSCI.
Também há atividades de reporte e escalonamento: sintetizar a trajetória, os riscos e as dependências em materiais concisos para a alta liderança. A rotina varia conforme o ciclo anual de definição de metas e divulgação de informações, além da necessidade de administrar a demanda e a capacidade entre as prioridades climáticas acordadas com os parceiros da estrutura matricial.
Quais são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional nesta função?
Esta é uma função de diretoria com escopo global, portanto, o crescimento imediato está mais relacionado à ampliação da experiência do que a uma mudança de título. A pessoa contratada construirá um histórico de reduções de emissões de fornecedores efetivamente implementadas e verificadas em um setor complexo e regulado — uma credencial valorizada por outras grandes multinacionais que enfrentam desafios semelhantes em suas cadeias de valor. Assumir a responsabilidade por uma estratégia global de ponta a ponta é muito diferente de apenas contribuir para ela, e essa distinção influencia as opções de carreira futuras.
A exposição à alta liderança, por meio de reportes executivos e da condução de diálogos estratégicos com fornecedores, aumenta a visibilidade e muitas vezes antecede responsabilidades mais amplas. Há também caminhos naturais para uma transição lateral: a interface com a liderança de Circularidade e Compras Sustentáveis pode abrir oportunidades em compras sustentáveis, circularidade ou liderança mais ampla de sustentabilidade em compras; dependendo do foco climático da empresa, também pode levar a funções em Sustentabilidade do Grupo.
Liderar duas pessoas gestoras oferece experiência concreta de gestão direta em escala, fortalecendo a candidatura a posições com equipes maiores no futuro. A longo prazo, a combinação de experiência em compras, dados climáticos e setores regulados prepara bem para funções de liderança em sustentabilidade ou para uma trajetória até a posição de CSO, especialmente nos setores de saúde, ciências da vida ou químico.
Principais partes interessadas com quem você poderá interagir
Os parceiros internos mais frequentes seriam os dois gerentes de Descarbonização de Fornecedores e Compras Sustentáveis que se reportam a esta função, além das equipes de EHSS, Gestão de Categorias e Centro de Excelência de Procurement, com as quais são definidos direitos de decisão, fluxos de escalonamento e responsabilidades nas transições. As equipes de Sustentabilidade do Grupo e de Analytics são colaboradoras próximas em temas como metodologia de Escopo 3, linhas de base e integridade dos relatórios. A liderança de Circularidade e Compras Sustentáveis é uma parceira fundamental, pois é responsável por padrões de compras sustentáveis, embalagens e circularidade, que devem ser coordenados, e não duplicados.
Externamente, a função se relaciona com fornecedores prioritários e grandes emissores estratégicos, muitas vezes em nível executivo. O foco dessas interações está em negociação, apoio ao desenvolvimento de capacidades e aprovação de roteiros, e não em compras transacionais. O relacionamento com programas e consórcios climáticos, como SBTi, CDP Supply Chain, Energize, fornecedores de PCF e PSCI, envolve supervisão, participação e avaliação do valor das parcerias.
A alta liderança de Procurement e de outras áreas será o público de relatórios concisos sobre trajetória, impacto, riscos e desempenho dos fornecedores, tornando a comunicação executiva uma demanda recorrente dos stakeholders. Em síntese, é uma função centralizadora: poucos subordinados diretos, muitas relações matriciais e a necessidade constante de alinhar perspectivas técnicas, comerciais e de sustentabilidade.
Newsletter CSR Jobs
Nunca perca a próxima oportunidade
Receba uma seleção de novas vagas em RSE, ESG e sustentabilidade no seu e-mail. Sem ruído diário, apenas oportunidades úteis.
Já está subscrito
Quer receber oportunidades mais relevantes?
Partilhe o seu perfil do LinkedIn para nos ajudar a perceber melhor quais as vagas mais adequadas para si. Este passo é opcional.
Tudo pronto!
Obrigado por subscrever a newsletter CSR Jobs. Fique atento ao seu e-mail para descobrir novas oportunidades.
Algo correu mal. Por favor, tente novamente.
Cookies
A CSR Jobs utiliza cookies de análise e de marketing. Pode recusar sem afetar a sua navegação.