Nessa função, você será responsável pelos números que sustentam a agenda de ESG da SIMPAR: coletará, consolidará e verificará a qualidade de indicadores ambientais — como resíduos, energia, emissões e água — nas sete empresas do grupo e coordenará os dados que alimentam o inventário corporativo de gases de efeito estufa.
Isso é importante porque uma holding desse porte só consegue avançar nas metas de descarbonização e ESG se os dados que as embasam forem confiáveis. Seu trabalho vai transformar informações operacionais fragmentadas em inteligência útil para a tomada de decisões da liderança, das auditorias e dos padrões externos de reporte — a base discreta da estratégia de sustentabilidade do grupo.
Essa função é ideal para alguém com rigor analítico, à vontade para buscar dados junto a diversas equipes internas e motivado a tornar as iniciativas corporativas de sustentabilidade comprováveis, em vez de meramente decorativas.
Perguntas frequentes da vaga
Quais são as principais atribuições e responsabilidades dessa função?
A principal missão é garantir que os dados de sustentabilidade do Grupo sejam confiáveis, rastreáveis e úteis. No dia a dia, isso significa coletar e consolidar indicadores ambientais — resíduos, energia, água e emissões — das empresas controladas pela SIMPAR, administrar plataformas e bancos de dados de indicadores e validar os números com equipes internas e consultorias externas. Uma das principais responsabilidades é coordenar as informações necessárias para o Inventário de Gases de Efeito Estufa (GEE), em parceria com consultorias especializadas e auditores externos.
Além da coleta de dados, a pessoa analista prepara painéis, relatórios gerenciais e análises executivas para acompanhar metas ESG e temas materiais, apoiando a tomada de decisões no nível da holding. A função também inclui monitorar cronogramas, entregas e planos de ação das iniciativas corporativas de sustentabilidade, além de gerenciar documentos e evidências para auditorias e relatórios.
No início, o foco será principalmente nos indicadores ambientais e no fortalecimento da qualidade e da organização das informações de todo o Grupo. Com a evolução da agenda, espera-se que as responsabilidades se ampliem para outras frentes de ESG, clima e reporte, além de incluir algumas atividades administrativas da área, como acompanhamento de contratos e relacionamento com fornecedores.
Principais oportunidades de aprendizado nesta vaga
A posição oferece uma oportunidade especialmente rica de vivenciar a contabilização corporativa de emissões de GEE em uma estrutura com várias empresas. O trabalho com consultorias especializadas e auditores externos no inventário de emissões proporciona aprendizado prático sobre metodologias, definição de limites organizacionais e requisitos de evidências — conhecimentos difíceis de adquirir em uma empresa única.
A pessoa analista também deve aprofundar seus conhecimentos em padrões de reporte, como IFRS S2, CDP, GRI ou TCFD, já que a vaga destaca essas referências como diferenciais e a holding divulga seu desempenho ESG. A criação de painéis e análises executivas também aprimora as habilidades de visualização de dados e comunicação com diferentes públicos.
Como a SIMPAR atua nos setores de logística, mobilidade, saneamento, infraestrutura e serviços financeiros, a função oferece uma rara experiência de comparação entre setores: permite analisar o desempenho ambiental e a maturidade dos dados em operações muito distintas, uma excelente preparação para uma futura posição de gestão em ESG.
Como é o perfil ideal para a vaga (experiência e competências)?
A pessoa candidata ideal tem graduação concluída em engenharia ambiental, gestão ambiental, engenharia, administração, ciências ambientais, geografia, economia, estatística ou área relacionada. Também já tem experiência prática na gestão de indicadores de sustentabilidade e ambientais — não apenas no reporte, mas na responsabilidade pela coleta, consolidação e controle de qualidade. A participação direta na elaboração ou coordenação de um inventário de gases de efeito estufa é praticamente indispensável.
Do ponto de vista técnico, é necessário ter Excel de nível intermediário a avançado, incluindo tabelas dinâmicas e consolidação de bancos de dados. Conhecimento de plataformas de indicadores ESG é um diferencial. Uma pós-graduação em sustentabilidade ou ESG e familiaridade com referências como IFRS S2, CDP, GRI ou TCFD também fortaleceriam bastante a candidatura.
As competências comportamentais são igualmente importantes. Como a função exige obter dados de colegas de oito empresas independentes, autonomia, organização e habilidade para construir relacionamentos são essenciais. A pessoa candidata deve se sentir à vontade para propor melhorias nos processos, em vez de apenas executar instruções, e ter disponibilidade para trabalhar presencialmente no Itaim Bibi, em São Paulo.
Dicas para se destacar e ter sucesso na candidatura
Como esta é, essencialmente, uma função voltada à qualidade dos dados, sua candidatura deve demonstrar que você já foi responsável por indicadores de sustentabilidade de ponta a ponta. Descreva um indicador específico ou um inventário de emissões que tenha consolidado: o escopo, o número de unidades de negócio envolvidas, o processo de validação e como a qualidade dos dados melhorou ao longo do tempo. Declarações genéricas sobre “paixão por sustentabilidade” terão pouco peso diante de candidaturas que comprovem experiência com planilhas auditadas.
Adapte seu currículo para refletir os termos usados na vaga: indicadores ambientais, Inventário GEE, dashboards ESG, rastreabilidade de dados. Se você já trabalhou com IFRS S2, CDP, GRI ou TCFD, mencione o padrão e sua contribuição concreta para o ciclo de elaboração de relatórios ou divulgações. Sempre que possível, apresente números: quantas unidades, quantos indicadores, qual foi a redução na taxa de erros.
Nas entrevistas, prepare-se para explicar como lidaria com uma unidade de negócio que envia dados atrasados ou inconsistentes, uma situação comum em uma holding com várias empresas. Conhecer a estrutura da SIMPAR — JSL, Movida, Vamos, CS Infra e Ciclus Ambiental — e entender quais empresas têm maior impacto ambiental ajudará você a falar com propriedade sobre os principais desafios do Grupo em relação aos dados. Também pode ser positivo demonstrar alinhamento com os valores declarados pela empresa, Simplicidade e Atitude de Dono, ao explicar seu estilo de trabalho.
Em quais aspectos da sustentabilidade da empresa essa função deve se concentrar?
O foco inicial será nos dados de desempenho ambiental do Grupo: resíduos, energia, água e emissões de gases de efeito estufa. A entrega mais importante provavelmente será o inventário corporativo de GEE, que orienta os compromissos climáticos da SIMPAR e serve de base para divulgações externas. Como o portfólio inclui logística (JSL), locação de veículos e mobilidade (Movida, Vamos), saneamento e serviços ambientais (Ciclus Ambiental) e concessões de infraestrutura, o perfil de emissões é fortemente influenciado pelo consumo de combustível da frota e pelas categorias de Escopo 3 da cadeia de valor — áreas em que a coleta de dados é realmente complexa.
Com a evolução da função, o trabalho deverá abranger a agenda ESG de forma mais ampla: indicadores sociais, temas de governança, metas corporativas e materialidade. A menção a IFRS S2 e CDP indica que a holding está avançando rumo à divulgação de informações financeiras relacionadas ao clima, e esta pessoa analista estará entre as responsáveis por reunir os dados que servirão de base para isso.
Há também uma dimensão cultural. A sustentabilidade é um dos valores corporativos declarados pela SIMPAR, e esta função ajuda a transformar esse valor em desempenho mensurável em oito empresas independentes — uma tarefa tanto de governança e construção de cultura quanto técnica.
Quais são os principais desafios que alguém nessa função pode enfrentar?
O desafio mais difícil provavelmente será a arquitetura de dados entre várias empresas. Oito empresas independentes, com sistemas, níveis de maturidade e realidades operacionais diferentes, precisam alimentar uma visão consolidada única. Buscar dados faltantes, alinhar metodologias e cumprir prazos em meio a tantos interlocutores exige persistência e habilidade para negociar com diplomacia, não autoridade formal, já que a pessoa analista trabalha na holding e depende de colegas de outras empresas.
O forte foco inicial em questões ambientais pode parecer limitado, a princípio, para quem deseja atuar em todos os pilares ESG; por isso, são importantes a paciência e o interesse pelos fundamentos da qualidade dos dados. Os ciclos de auditoria e asseguração também aumentam a pressão, pois cada número precisa ter evidências rastreáveis.
Há ainda questões de idioma e logística: o trabalho é presencial no Itaim Bibi, e boa parte da documentação e das interações internas ocorre em português. Por isso, a fluência em português brasileiro é, na prática, um requisito, além do inglês pressuposto pelo uso de padrões internacionais.
Como pode ser um dia típico para quem ocupa essa posição?
Um dia típico provavelmente começa pelas plataformas de indicadores: verificar os dados enviados pelas empresas do Grupo, corrigir inconsistências, atualizar planilhas e sinalizar lacunas aos interlocutores por e-mail ou mensagem. Boa parte da manhã pode ser dedicada ao Excel ou a uma plataforma ESG, conciliando números de emissões, energia ou resíduos e preparando arquivos de evidências para garantir a rastreabilidade em auditorias.
Reuniões são parte da rotina semanal: conversas com uma consultoria sobre o inventário de GEE, alinhamentos com equipes ambientais ou operacionais da JSL ou da Movida e reuniões de acompanhamento com a liderança de sustentabilidade para revisar os cronogramas das iniciativas. A pessoa analista também pode dedicar tempo à criação ou ao aprimoramento de painéis que transformam dados brutos em informações úteis para a liderança.
À medida que se aproxima o fim de um ciclo de reporte, o ritmo se intensifica: há mais rodadas de validação, maior controle de documentos e, ocasionalmente, tarefas de gestão de fornecedores ou contratos. É uma função com atividades analíticas previsíveis e picos recorrentes de demanda nos períodos de entrega. O equilíbrio entre a gestão rotineira dos dados e as análises pontuais muda conforme a agenda ESG avança.
Quais são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional nessa função?
A própria descrição da vaga indica possibilidades de crescimento: a função começa com foco em indicadores ambientais, mas deve se expandir para outras frentes de ESG, clima e relatórios à medida que a agenda amadurecer. Essa trajetória sugere um caminho natural para posições de coordenador de ESG ou gerente de sustentabilidade na holding ou em uma de suas empresas controladas, que, juntas, empregam dezenas de milhares de pessoas e oferecem oportunidades de mobilidade interna.
O contato direto com auditorias, consultorias especializadas e padrões internacionais de reporte ajuda a construir um perfil valorizado tanto no mercado brasileiro quanto no global de ESG. Dominar, em especial, a contabilização de GEE e a divulgação alinhada à IFRS S2 é um diferencial raro.
A visão no nível da holding também é uma vantagem: o contato com sete ou oito setores diferentes acelera a compreensão estratégica muito mais do que uma função em uma única empresa, preparando o analista para posições de liderança em sustentabilidade corporativa.
Principais interlocutores com quem você poderá trabalhar
Os interlocutores internos mais frequentes são a própria equipe de sustentabilidade e os contatos das áreas ambiental, de operações e de controladoria nas empresas controladas pela SIMPAR — JSL, Movida, Vamos, CS Brasil, Automob, BBC Digital, CS Infra e Ciclus Ambiental —, responsáveis por fornecer e validar os dados dos indicadores. A relação é colaborativa, mas muitas vezes cabe ao analista cobrar informações, esclarecer dúvidas e garantir, com tato, o cumprimento dos padrões, mesmo sem autoridade direta.
Externamente, a função envolve contato com consultorias especializadas e auditorias externas que participam dos processos de inventário de GEE e asseguração, além de fornecedores e prestadores de serviços para a administração de contratos e pagamentos. Essas interações exigem precisão e documentação clara.
A alta liderança é um público secundário, mas importante: os painéis e as análises executivas produzidos embasam decisões no nível da holding, fazendo com que o trabalho do analista chegue indiretamente aos executivos que acompanham as metas corporativas de ESG. O desafio está em atender com agilidade diversos responsáveis pelo fornecimento de dados e, ao mesmo tempo, manter o rigor necessário para os públicos executivos e de auditoria.
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