Você será responsável pela contabilidade climática do grupo de ponta a ponta — metodologia, coleta de dados, controle de qualidade e reporte — e também pelos relatórios da CSRD/ESRS e da Taxonomia da UE nos temas climáticos e ambientais pertinentes. Além do carbono, responderá, em nível de grupo, pelos indicadores de energia, resíduos e circularidade e pelos respectivos KPIs. Na prática, isso significa transformar dados de emissões em subsídios para decisões que a liderança realmente coloque em ação.
Por que vale a pena se interessar pela vaga: a Møller é um dos maiores grupos de mobilidade dos países nórdicos, importando e prestando serviços para Volkswagen, Audi, ŠKODA, SEAT e CUPRA na Noruega, na Suécia e nos países bálticos. A questão mais desafiadora — como um grupo automotivo tradicional pode fazer a transição para a mobilidade sustentável enquanto seu negócio principal ainda depende de motores a combustão — é justamente o que essa função busca responder. Você também trabalhará diretamente com a proprietária familiar, Aars, em todo o seu portfólio.
A vaga é ideal para quem gosta de atuar na interseção entre análise, estratégia e execução, tem de 3 a 5 anos de experiência em clima, consultoria, auditoria ou análise e sabe tornar dados complexos de emissões compreensíveis para um conselho de administração.
Perguntas frequentes da vaga
Quais são as principais atribuições e responsabilidades dessa função?
O foco da função é assumir a gestão operacional da contabilidade climática do grupo. Isso inclui manter a metodologia, coletar e assegurar a qualidade dos dados de emissões em uma operação complexa de importação de veículos, concessionárias e financiamento, documentar os números e produzir as análises e os relatórios que embasam as divulgações climáticas da Møller Mobility Group. Você será a principal pessoa de contato com parceiros externos e auditores, coordenando a asseguração dos dados climáticos e de sustentabilidade.
Além das emissões de carbono, a função também é responsável, em âmbito de grupo, pelos princípios de relatório e governança nas áreas de energia, resíduos e circularidade, bem como pelo desenvolvimento de metas e KPIs nesses temas. Você também contribuirá para o plano de transição climática do grupo, suas metas climáticas e as análises de riscos e oportunidades relacionados ao clima.
Uma parte singular da função é a colaboração com a Aars, controladora familiar do grupo. Você ajudará a estruturar e aprimorar a contabilidade climática da Aars e apoiará o desenvolvimento do trabalho climático em seu portfólio, que abrange empresas e setores além da mobilidade. A isso se somam contribuições para a dupla materialidade, a estratégia de sustentabilidade e outros projetos do grupo.
Principais oportunidades de aprendizado nesta função
Esta função permite aprofundar os conhecimentos técnicos sobre o GHG Protocol, a contabilidade de emissões e a governança de dados em escala corporativa. Trabalhar com CSRD, ESRS e a Taxonomia da UE em uma empresa de capital aberto sujeita a padrões de divulgação — com processos de auditoria e asseguração — proporciona um domínio regulatório ainda raro no mercado e muito aplicável a outras áreas.
Você também aprenderá como as análises climáticas influenciam as decisões de negócio em um setor intensivo em capital. Preparar materiais para a liderança sobre redução de emissões, planejamento da transição climática e avaliação de riscos e oportunidades relacionados ao clima exige competências diferentes das de quem atua exclusivamente com relatórios; esta função está justamente nessa interseção.
A colaboração com a Aars oferece contato com iniciativas de clima e sustentabilidade em um portfólio de empresas e setores, provavelmente com diferentes níveis de maturidade em relatórios e sistemas de dados. O trabalho com colegas de operações, finanças e liderança permitirá desenvolver uma sólida rede interna, e o papel da área de sustentabilidade como unidade central de especialistas sugere que haverá orientação da diretoria de sustentabilidade.
Como é o perfil ideal para essa função (experiência e competências)?
O perfil ideal é de uma pessoa com mestrado em clima, meio ambiente, economia, finanças, tecnologia ou área similar, e de três a cinco anos de experiência relevante em clima, sustentabilidade, análise, consultoria ou auditoria. Experiência direta com contabilidade climática, o GHG Protocol e análise de emissões é praticamente indispensável, assim como familiaridade com relatórios de sustentabilidade e regulamentação ESG — de preferência CSRD, ESRS e a Taxonomia da UE.
Na área técnica, são importantes sólidas habilidades analíticas, domínio do Excel e capacidade de trabalhar de forma organizada com grandes conjuntos de dados, além de saber transformar análises complexas em recomendações claras e materiais que apoiem a tomada de decisões. Experiência em consultoria, assessoria, auditoria ou grandes empresas é um diferencial. Conhecimentos de finanças, contabilidade, controladoria ou análise de investimentos são bem-vindos, mas não obrigatórios.
Em termos de perfil pessoal, a descrição busca alguém analítico e organizado, que goste de resolver problemas complexos e tenha grande atenção à qualidade e aos detalhes; que tenha iniciativa e assuma a responsabilidade pelas entregas; que saiba tornar assuntos complexos compreensíveis; e que seja colaborativo e construa relações de confiança com diferentes áreas, de operações a finanças e gestão. Curiosidade e vontade de se desenvolver também são valorizadas, já que a função enfatiza a melhoria contínua de métodos, dados e processos.
Dicas para se destacar e fazer uma candidatura de sucesso
Destaque sua experiência prática em contabilidade climática, não apenas seu interesse geral por sustentabilidade. Exemplos concretos de inventários baseados no GHG Protocol — escopos contemplados, fontes de dados, escolhas metodológicas e participação em processos de asseguração ou auditoria — são o melhor sinal que você pode transmitir, pois essa é literalmente a essência operacional da função. Se já trabalhou com relatórios de CSRD, ESRS ou Taxonomia da UE, quantifique o escopo: quantas entidades, quais temas e qual ciclo de reporte.
É fácil subestimar a dimensão da Aars. Como a função abrange o portfólio da proprietária, você se diferenciará ao mostrar que sabe adaptar metodologias climáticas a empresas com diferentes níveis de maturidade de dados ou de setores distintos. Da mesma forma, exemplos de análises que influenciaram uma decisão — uma meta, um investimento ou uma mudança operacional — correspondem diretamente à expectativa de transformar dados em subsídios para decisões.
Na carta de apresentação, retome a forma como a vaga descreve a função: análise, estratégia e execução em uma só posição. A Møller Mobility Group é um grupo automotivo familiar com 90 anos de história, que está passando pela transição para a mobilidade sustentável. Demonstrar que você entende a tensão entre a economia tradicional do setor automotivo e as ambições climáticas transmite maturidade, não crítica. Prepare-se para perguntas sobre qualidade dos dados, concessões metodológicas e como lida com divergências entre as áreas de operações e finanças. Como o anúncio está em norueguês e a atuação abrange os países nórdicos, deixe claro quais idiomas você domina profissionalmente.
Em quais aspectos da sustentabilidade da empresa essa função provavelmente vai se concentrar?
A função tem o clima como eixo central: a contabilidade climática do grupo, seu plano e suas metas de transição climática, além das análises de riscos climáticos e de transição. Tudo isso é reportado segundo a CSRD e as ESRS, com avaliação do alinhamento à Taxonomia da UE. Para um grupo importador e revendedor de automóveis, as emissões mais relevantes estarão no escopo 3 — veículos vendidos, emissões durante o uso e cadeias de suprimentos —, enquanto operações, edifícios, logística e rede de concessionárias respondem pelos escopos 1 e 2. As escolhas metodológicas nessas áreas provavelmente serão um tema recorrente.
Além do clima, a posição responde pelos princípios de reporte e governança ambiental do grupo em temas como energia, resíduos e circularidade, bem como por metas e indicadores de desempenho (KPIs) que vão além do carbono. A circularidade é especialmente relevante para um grupo de mobilidade: veículos usados, peças, baterias e processos de fim de vida se relacionam diretamente com a economia circular.
Outro eixo é a colaboração com a Aars, proprietária familiar do grupo. Apoiar e desenvolver a contabilidade climática em todo o portfólio da Aars significa influenciar as práticas de sustentabilidade para além do setor automotivo, em empresas de vários setores. A análise de dupla materialidade e a estratégia de sustentabilidade mais ampla também fazem parte do escopo. Assim, a função fica na interseção entre o reporte ambiental técnico e o desenvolvimento estratégico de ESG.
Quais são os principais desafios que alguém nessa função pode enfrentar?
O desafio mais difícil provavelmente será lidar com os dados. Um grupo que reúne importação, operações de concessionárias e financiamento na Noruega, na Suécia e nos países bálticos terá sistemas fragmentados, definições inconsistentes e diferentes níveis de maturidade na gestão de dados. Caberá à função garantir operacionalmente que esses dados estejam prontos para auditoria. Assegurar a qualidade, documentar informações e manter a consistência metodológica sob o nível de escrutínio da CSRD exige um trabalho minucioso e intenso.
Outro desafio é conciliar as obrigações de reporte da CSRD e da Taxonomia da UE com a ambição de apoiar decisões concretas de transição. Discussões sobre limites de escopo, métodos de alocação e estimativas serão recorrentes, e caberá muitas vezes ao analista fazer a ponte entre a lógica técnica da contabilidade e a realidade comercial. As emissões de uma empresa cuja atividade principal é vender e prestar serviços para automóveis são naturalmente expressivas; por isso, a honestidade analítica exigida pode, por vezes, ser desconfortável.
O trabalho com o portfólio da Aars traz outras complexidades: diferentes empresas, setores, bases de reporte e prioridades. Coordenar parceiros externos e auditores, além das partes interessadas internas, exige uma atuação muito organizada, mas também flexível diante de mudanças nas orientações regulatórias e nas expectativas da organização.
Como poderia ser um dia típico nessa posição?
Um dia típico combinaria trabalho com dados e coordenação. Pela manhã, você poderia verificar a qualidade dos dados de emissões coletados, atualizar o modelo de contabilidade climática ou aprimorar a documentação metodológica em Excel e nos sistemas de apoio. Como os dados do grupo vêm de muitas fontes, o contato frequente com equipes locais de operações, finanças ou da rede de concessionárias também faria parte da rotina.
As reuniões ocupariam uma parcela significativa da semana: alinhamentos com a equipe de sustentabilidade e a diretoria da área, sessões de trabalho com finanças e unidades de negócio sobre indicadores de energia, resíduos ou circularidade, além de conversas com parceiros externos ou auditores sobre dados climáticos e asseguração. Você também poderia preparar análises e recomendações para a gestão — por exemplo, interpretar uma tendência de emissões ou avaliar cenários de riscos e oportunidades climáticas.
A rotina variaria conforme o calendário de reporte. Os períodos próximos aos prazos da CSRD e das ESRS, ao reporte da Taxonomia ou a etapas de auditoria seriam intensos e pautados por prazos. Nos períodos mais tranquilos, haveria espaço para aprofundar o desenvolvimento metodológico, contribuir para o planejamento da transição climática e colaborar com a Aars na contabilidade climática.
Quais são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional nessa função?
A função é uma posição especializada central, o que naturalmente proporciona visibilidade em todo o grupo. Produzir relatórios confiáveis em conformidade com a CSRD e a Taxonomia e desenvolver um modelo robusto de contabilidade climática ajudaria a construir uma sólida reputação interna. Isso pode abrir caminho para liderar as áreas de reporte de sustentabilidade ou clima, ou ampliar a atuação para uma função mais abrangente de estratégia ESG à medida que a área amadurecer.
O contato com a Aars, proprietária familiar, oferece uma oportunidade de desenvolvimento singular. Atuar com empresas e setores de todo o portfólio permite construir relacionamentos e credibilidade para além do grupo de mobilidade, podendo levar a projetos transversais maiores ou a responsabilidades mais estratégicas. O trabalho com riscos climáticos e análises de transição também é cada vez mais valorizado nas áreas de finanças e estratégia, tornando essas competências úteis em diferentes contextos.
O anúncio também menciona boas oportunidades de desenvolvimento dentro do grupo e uma função ampla, visível e com influência. A combinação de contabilidade técnica, reporte regulatório, contribuição estratégica e coordenação de partes interessadas oferece uma base sólida para avançar a posições de analista sênior, liderança especializada ou gestão em sustentabilidade — na Møller Mobility Group, na Aars ou em outra organização.
Principais partes interessadas com quem você poderá interagir
A linha de reporte direto é para a diretoria de sustentabilidade, e a função integra a área de sustentabilidade do grupo — portanto, a interação diária com colegas dessa área é certa. A colaboração estreita com finanças, controladoria e unidades de negócio é igualmente central, pois os dados climáticos e ambientais vêm de sistemas operacionais e financeiros e precisam atender tanto à lógica do negócio quanto às exigências de reporte.
Externamente, a função é o principal ponto de contato com parceiros ligados à contabilidade climática e aos dados climáticos, além de coordenar a auditoria e a asseguração dos dados climáticos e de sustentabilidade. Isso implica contato frequente com auditores, prestadores de serviços de asseguração e possivelmente fornecedores de dados ou metodologias — relações que exigem precisão e rigor na documentação.
Um grupo de partes interessadas que se destaca é a proprietária, Aars. Apoiar a contabilidade climática da Aars e desenvolver o trabalho climático em todo o seu portfólio envolve colaborar com pessoas de várias empresas e setores, provavelmente com diferentes níveis de maturidade em sustentabilidade. As lideranças do grupo também são um público importante: o analista prepara os subsídios para decisões sobre emissões, oportunidades de redução e riscos climáticos.
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