Corporate Sustainability Officer

Sopra Steria • Países Baixos • Added on Oct 28, 2026
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Esta função é responsável, a nível local, pela agenda de sustentabilidade e ESG da Sopra Steria nos Países Baixos. No dia a dia, isso significa transformar os compromissos do Grupo num programa neerlandês, com prioridades, responsáveis e métricas definidos, e assegurar o funcionamento contínuo dos processos de reporte, governação e conformidade que o sustentam.

O que distingue esta função é o contexto: uma empresa de serviços e consultoria em que a maior parte do impacto ambiental e social se concentra no trabalho para clientes, nas compras e na forma como milhares de colaboradores são mobilizados. O progresso depende mais da capacidade de influenciar do que da autoridade formal, pelo que a sustentabilidade tem de ser integrada nas decisões comerciais e nas equipas de entrega, e não tratada à parte.

Esta função é indicada para alguém que já tenha conduzido uma agenda ESG desde a definição de prioridades até à implementação, se sinta à vontade com os requisitos da CSRD e os pormenores da dupla materialidade e esteja disposto a assumir diretamente o trabalho prático, em neerlandês e inglês.

Perguntas frequentes da vaga

Quais são as principais funções e responsabilidades deste cargo?

A missão central consiste em implementar um programa ESG operacional na organização da Sopra Steria nos Países Baixos. Isso implica transformar os compromissos do Grupo em prioridades locais, com ações claras, responsáveis definidos e resultados mensuráveis — em vez de criar um documento estratégico que fique na gaveta. Espera-se que o/a responsável comece por identificar o que já existe, articule as iniciativas em curso e determine depois onde é necessário fazer mais. Uma parte importante da função passa pela coordenação e pelo governo: assegurar a governação ESG a nível local, contribuir para o reporting de sustentabilidade, garantir o cumprimento regulamentar e acompanhar o desempenho face aos KPI. O anúncio refere especificamente a CSRD, a Taxonomia da UE, a dupla materialidade, as divulgações ESG e os dados de sustentabilidade, pelo que a qualidade do reporting e a preparação para auditorias são prioridades. A função abrange também clima e ambiente, inclusão e força de trabalho, digital responsável e envolvimento da sociedade. O terceiro pilar é a capacidade de influência. Em colaboração com a liderança local, as unidades de negócio e as funções de suporte, espera-se que o/a responsável integre a sustentabilidade nas decisões, operações e soluções para clientes, e crie uma rede interna que continue a contribuir mesmo sem autoridade direta. Comunicar os progressos, lidar com resistências e escalar riscos no momento certo também fazem parte da função, tal como é descrita.

Principais oportunidades de aprendizagem nesta função

A vertente de reporting proporciona oportunidades concretas para desenvolver competências. Trabalhar com a CSRD, a Taxonomia da UE, a dupla materialidade e as divulgações ESG num grupo europeu cotado em bolsa permite contactar diretamente com os referenciais que hoje definem as carreiras na área da sustentabilidade empresarial, incluindo os fluxos de dados, os controlos e os processos de garantia que lhes estão associados. Há também muito a aprender na área da gestão da mudança e da influência. Criar uma rede que abranja unidades de negócio, funções de suporte e liderança numa grande organização de serviços, e concretizar mudanças sem autoridade formal, é uma competência transferível difícil de adquirir num contexto de menor dimensão. A estrutura internacional permite ainda conhecer as práticas de sustentabilidade do Grupo em quase 30 países. Como a função abrange clima, inclusão, digital responsável e envolvimento da sociedade, o/a responsável adquire uma visão abrangente de ESG, em vez de se especializar numa única área. A Sopra Steria refere também que disponibiliza formação, sessões de partilha de conhecimento e oportunidades de desenvolvimento, permitindo complementar a aprendizagem no trabalho com formação estruturada.

Qual é o perfil ideal (experiência e competências)?

O anúncio procura alguém com experiência sénior em sustentabilidade ou ESG e provas de que levou uma agenda desde a definição de prioridades até à implementação — não se limitou a concebê-la. É essencial demonstrar capacidade para criar relações internas e concretizar mudanças entre equipas sem autoridade formal, o que aponta para alguém com experiência numa organização matricial. Do ponto de vista técnico, são necessários conhecimentos práticos da CSRD, da Taxonomia da UE e da dupla materialidade, bem como à-vontade com dados de sustentabilidade, KPI, painéis de controlo e processos de reporting. É valorizada a afinidade com a tecnologia, a consultoria e o digital responsável. A experiência anterior em serviços de TI ou consultoria é considerada uma vantagem, tendo em conta as diferenças entre a pegada de uma empresa de serviços e a de uma empresa industrial. Quanto ao perfil, a pessoa deve aliar bom senso e compreensão do contexto organizacional à disponibilidade para assumir pessoalmente tarefas operacionais, trabalhar com autonomia, procurar informação de forma proativa e saber quando escalar uma questão. É importante comunicar com clareza com a liderança de topo e demonstrar uma motivação genuína pela sustentabilidade, sustentada por exemplos de resultados. É obrigatório ser fluente em neerlandês e inglês; o conhecimento de outra língua europeia é valorizado.

Conselhos para se destacar e apresentar uma candidatura bem-sucedida

Dê prioridade a provas de implementação. O anúncio é particularmente claro ao procurar alguém que tenha levado uma agenda desde a definição de prioridades até à implementação, sem depender de autoridade formal. Na candidatura, descreva um programa de sustentabilidade concreto, o que mudou, quem foi necessário convencer e quais foram os resultados mensuráveis. Declarações vagas sobre paixão pela sustentabilidade terão pouco peso perante este requisito. Utilize a terminologia do anúncio sempre que corresponda à sua experiência. A CSRD, a Taxonomia da UE, a dupla materialidade, as divulgações ESG, os dados de sustentabilidade e os KPI são mencionados porque são relevantes; por isso, destaque desde o início exemplos concretos de trabalho de reporting, processos de dados ou preparação para auditorias. Dada a natureza da atividade, vale a pena salientar qualquer experiência em integrar a sustentabilidade nas soluções para clientes, propostas ou decisões comerciais, bem como experiência anterior em serviços de TI ou consultoria. Uma vez que a função está orientada para o mercado neerlandês, candidate-se em neerlandês ou indique claramente que utiliza fluentemente o neerlandês e o inglês em contexto profissional. Nas entrevistas, prepare-se para perguntas sobre capacidade de influência: como lidou com resistências, quando escalou uma situação e como criou uma rede entre diferentes funções. Preparar duas ou três histórias deste tipo, com intervenientes e resultados concretos, será mais útil do que rever teoria sobre sustentabilidade.

Em que áreas da sustentabilidade da empresa é provável que esta função se concentre?

O anúncio define com bastante clareza as áreas prioritárias: clima e ambiente, inclusão e força de trabalho, digital responsável e envolvimento da sociedade. No contexto neerlandês de serviços de TI e consultoria, a vertente ambiental deverá centrar-se sobretudo na pegada da própria empresa — por exemplo, escritórios, mobilidade e benefícios de automóveis e bicicletas em leasing —, bem como nas emissões associadas aos centros de dados, à cloud e ao hardware utilizados no trabalho com clientes. É provável que o digital responsável seja a área mais distintiva da agenda de sustentabilidade da Sopra Steria. Enquanto prestador de serviços tecnológicos e de consultoria, o Grupo tem de considerar as consequências sociais e éticas das soluções digitais que desenvolve para clientes empresariais e do setor público, ligando diretamente o trabalho de sustentabilidade às propostas e à prestação de serviços. A governação e o reporting têm um peso significativo. O anúncio menciona a CSRD, a Taxonomia da UE, a dupla materialidade e as divulgações ESG, pelo que uma parte substancial da função consiste em garantir que as entidades neerlandesas fornecem dados rigorosos e auditáveis para o reporting do Grupo e que a liderança local consegue justificar os valores apresentados.

Quais são os principais desafios que alguém nesta função poderá enfrentar?

O desafio mais evidente é conseguir influenciar sem ter autoridade formal. O anúncio é explícito quanto a isso e, numa empresa de serviços com 51 000 pessoas, a pessoa responsável pela sustentabilidade nos Países Baixos tem de conquistar o apoio de líderes de negócio cujo principal indicador de desempenho é comercial. A sustentabilidade raramente será a voz mais forte na sala; por isso, a persistência, a credibilidade e uma boa leitura da dinâmica organizacional contam mais do que um mandato formal. Um segundo desafio é a distância entre as ambições do Grupo e a realidade local. Os compromissos do Grupo chegam em termos genéricos, e adaptá-los às prioridades das operações neerlandesas, aos contratos com clientes e às obrigações de reporte exige discernimento para distinguir o que é relevante do que é secundário. O trabalho de dupla materialidade é exigente precisamente porque obriga a tornar explícitas essas escolhas. Em terceiro lugar, a pressão ao nível do reporte é real. A CSRD, a Taxonomia da UE e os pedidos de dados ESG implicam prazos, registos de auditoria e pouca tolerância a números imprecisos, enquanto os dados necessários estão muitas vezes na posse de colegas com outras prioridades. É provável que o maior peso da função esteja em equilibrar as exigências de conformidade com o trabalho de envolvimento e em executar pessoalmente tarefas operacionais.

Como poderá ser um dia típico nesta função?

É provável que as manhãs sejam sobretudo dedicadas à coordenação interna: uma breve reunião com colegas de sustentabilidade do Grupo, a verificação de um pedido de dados para a CSRD ou a Taxonomia da UE e uma sessão de trabalho com uma unidade de negócio que precisa de transformar um compromisso do Grupo em medidas concretas. Como a função é deliberadamente prática, uma parte do dia será dedicada a redigir conteúdos, rever números ou preparar uma apresentação que um diretor possa efetivamente utilizar. À tarde, o foco passa muitas vezes para as relações com outras equipas. Poderá ser uma conversa com as áreas financeira ou de recursos humanos sobre dados para o reporte, uma questão da área de compras ou das instalações sobre dados de emissões, ou um colega de uma equipa de entrega que queira perceber como aplicar o digital responsável a uma proposta para um cliente. A pessoa responsável pela sustentabilidade corporativa é quem estabelece a ligação entre estes diferentes temas. O ritmo varia consoante o calendário de reporte. Perto dos prazos da CSRD e das divulgações, o trabalho concentra-se mais nos dados, nas evidências e nas aprovações. Fora desses períodos, há mais espaço para iniciativas de envolvimento, eventos internos e conceção de programas a longo prazo.

Que oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional oferece esta função?

A função situa-se na interseção entre a implementação local e a sustentabilidade ao nível do Grupo, o que lhe dá uma visibilidade natural. Uma pessoa responsável pela sustentabilidade corporativa que torne credível o programa neerlandês, assegure a qualidade do reporte e mobilize as unidades de negócio terá provavelmente visibilidade tanto junto da liderança neerlandesa como da equipa de sustentabilidade do Grupo. Neste domínio, essa visibilidade é o principal fator de progressão. O crescimento pode seguir várias direções. Uma possibilidade é aprofundar a experiência na área de sustentabilidade do Grupo, onde existem oportunidades em reporte, estratégia ou digital responsável em quase 30 países. Outra é alargar o âmbito da função local, passando de responsável pela sustentabilidade a diretor de sustentabilidade ou ESG, à medida que a agenda ganha maturidade nos Países Baixos. Também existe potencial para uma mudança lateral. A combinação de conhecimentos regulamentares, literacia de dados e competências de gestão da mudança adquirida nesta função é facilmente transferível para áreas como risco, conformidade, consultoria ou tecnologia responsável, sobretudo numa organização cuja atividade se centra na transformação digital. O anúncio não promete uma via de promoção específica, pelo que a evolução dependerá dos resultados e do desenvolvimento do programa ESG local.

Principais interlocutores desta função

As relações de trabalho mais próximas serão provavelmente com a liderança local nos Países Baixos e com os colegas de sustentabilidade do Grupo, que definem os compromissos que esta função terá de traduzir em ações. Esta articulação determina grande parte do trabalho: o Grupo estabelece o enquadramento e a pessoa responsável a nível local decide o que é realista e credível na organização neerlandesa. No dia a dia, os principais interlocutores internos são as unidades de negócio e as funções de suporte. As áreas financeira, de recursos humanos, de compras, das instalações e da comunicação detêm dados ou meios essenciais ao programa ESG. As equipas de entrega também são importantes, pois é nas soluções para clientes que as prioridades comerciais e o digital responsável se cruzam com a sustentabilidade. Externamente, a função envolve contacto com auditores e prestadores de serviços de garantia no âmbito da CSRD e das divulgações, bem como com clientes e parceiros do setor público que incluem cada vez mais questões de sustentabilidade nos concursos. O anúncio não prevê um papel significativo de representação externa ou defesa de causas; por isso, o foco será provavelmente interno: gerar compromisso em toda a organização de serviços, em vez de representar a empresa perante o exterior.

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